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Apesar de ser considerado supérfluo, o barco de esporte e lazer é um produto de alto valor social. Ao comprar uma embarcação, o consumidor está contribuindo, sem perceber, para a formação de uma extensa cadeia de empregos e serviços, nos estaleiros e fora deles, criando oportunidades para diferentes tipos de profissionais — do laminador ao marinheiro; do mecânico ao guia de turismo — e gerando distribuição de renda.
Para mostrar que o fortalecimento da indústria náutica pode trazer muitos benefícios à economia do país, principalmente agora que o Brasil está começando a exportar com sucesso para Europa e Estados Unidos; a ACOBAR criou a campanha AQUI TEM TRABALHO.
Onde tem barco, tem emprego. Por ser uma atividade essencialmente artesanal, a fabricação de embarcações de esporte e recreio requer uso intensivo de mão-de-obra, inclusive de profissionais especializados em materiais de última geração e novas tecnologias.
Um barco de recreio gera mais empregos por R$ investido do que um navio, já que a indústria náutica não é mecanizada. São cinco empregos diretos e cerca de dois indiretos para cada unidade produzida. O setor tem capacidade de gerar 7.4 mil empregos diretos e indiretos por cada 1 mil embarcações fabricadas.
Mesmo depois de pronto, o barco de esporte e lazer continua a gerar trabalho em marinas, clubes náuticos, lojas, oficinas, cursos, etc. A frota brasileira, hoje estimada em 53 mil barcos (acima de 14 pés), é responsável por 117 mil postos de serviço. Quanto mais forte este segmento no país, mais empregos será capaz de gerar. No entanto, a falta de incentivos e a alta carga tributária são hoje os maiores obstáculos ao crescimento do setor.
Brasil tem tudo para ser um grande produtor de embarcações de esporte e recreio. O barco nacional tem qualidade comprovada, a indústria tem um enorme potencial de crescimento e a ACOBAR está trabalhando em parceria com o Senai do Rio para a criação de cursos de formação e capacitação de mão-de-obra especializada. É preciso que o governo federal apóie as ações da ACOBAR e compreenda que o fortalecimento da náutica é bom para os trabalhadores, para os fabricantes, para os consumidores e para o país.
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